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  • Tatiana Francis

Cross-Cultural Coach ou Coach Intercultural, saiba mais sobre o seu papel na família do expatriado

A expatriação é um processo que pode ser muito turbulento para o funcionário que precisa mudar de país e de posição na empresa. É algo que exige muito esforço não só no trabalho, mas também no psicológico para lidar com todas as questões que vão além do escritório.

É uma mudança da vida como um todo. Mas se engana quem pensa que isso afeta apenas uma pessoa. O que muita gente não percebe, é que a família desse funcionário expatriado também sofre com as mesmas mudanças e, muitas vezes, com ainda mais dificuldades de adaptação.

É nessa hora que a presença de um Coach Transcultural – também chamado de Cross-Cultural Coach – se faz necessária.




O que faz um Cross-Cultural Coach?

Um Cross-Cultural Coach é um profissional que ajuda uma pessoa ou uma família a se adaptar às diferenças culturais de outro ambiente. Isso ocorre normalmente quando a família se muda para outro país e precisa passar por um processo de mudança para conviver com novos amigos, novos colegas de trabalho, vizinhos e uma estrutura social totalmente diferente das que estão acostumados.

O trabalho consiste em diminuir os impactos que esse choque cultural causa nas pessoas, fazendo-as compreender e respeitar a cultura do lugar onde estão, mas ao mesmo tempo sabendo afirmar sua identidade como brasileiros e, principalmente, como seres humanos que podem viver felizes em outras partes do mundo.

Um Cross-Cultural Coach também pode lidar com a volta de expatriados para o Brasil, já que esse é outro processo de choque cultural, ainda que visto de uma perspectiva diferente. Em resumo, esse profissional existe para ajudar todos os membros de uma família a ter uma boa adaptação e fazer com que a experiência de morar em um lugar diferente seja positiva.

Um pouco mais sobre o Coaching Intercultural

Como Especialista Intercultural, eu tenho o foco no desenvolvimento pessoal de mulheres de expatriados, já que os profissionais que são enviados pelas empresas e instituições na maior parte dos casos são homens.

A vida familiar é sempre uma questão complicada, já que muitas dessas mulheres acabam abandonando suas carreiras para acompanhar o marido nessa empreitada, mas nem sempre conseguem se realizar fora do Brasil o que pode causar a repatriação precoce e o insucesso da missão do expatriado.

O meu trabalho não visa apenas colocar a mulher de um expatriado dentro de outro contexto cultural, mas preparar ela emocionalmente para os novos desafios que ela irá encontra, principalmente no âmbito profissional ou na falta dele.

Mudar de país envolve desafios para qualquer pessoa. Seja para se adaptar ao novo emprego, ver a família vivendo bem nesse novo lugar, para dar continuidade na carreira ou mesmo empreender em algo totalmente novo (e isso é possível, mais do que você imagina).

É necessário aprendermos a conviver com diferenças que muitas vezes nem imaginávamos que existiam, como diz a expressão ‘’Pensar fora da Caixa’’.

Tatiana Francis

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